04 maio 2018

ATÉ A ÁFRICA




Pessoa inteligente com mestrado, pós-graduação em várias áreas. Decidiu ser escritor na maturidade, quando sua bagagem de vida havia acumulado experiências significativas. Porém, não saiu escrevendo à toa. Foi buscar elementos, oficinas e, o principal, leitores. 

Sabia que quando estivesse pronto um editor iria descobri-lo e publicá-lo e assim aconteceu. Resultado? Finalista do Prêmio Jabuti.

Bom amigo, presente, pontual, sincero. Às vezes um pouco esquisito, mas, afinal, todos nós somos de um modo ou de outro. 

Outro dia falávamos sobre envelhecer. Quando digo envelhecer estou falando dos 80+, posto que 60+ já somos. Digo que gostaria de morar na praia, de poder ver o mar todos os dias e ele me responde que já traçou seu plano: vai trocar seu apartamento na cidade por uma casa no litoral, pé na areia. Um imóvel pelo outro, taco a taco. Então, um dia, ele vai entrar no mar calmamente, sentir as ondas nos pés, nas pernas, vai andar até onde der, depois mergulhar e nadar até a África.

Fiquei sem resposta, pensando apenas. Imaginei a cena, me emocionei.

Que privilégio poder decidir o final do livro que conta a história da própria vida!

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